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quinta-feira, 3 de junho de 2021

AGRICULTURA FAMILIAR. I Parte 1. Modelo autossustentável para o agricultor familiar, desenvolvido na esalq: descrição do projeto.

 Adilson D. Paschoal 

Professor Titular-Sênior da Esalq-USP 


Trabalho elaborado em homenagem aos 120 anos da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, e à memória de seu idealizador e criador Luiz Vicente de Sousa Queiroz, exemplo de dedicação e determinismo por uma causa que não viu concluída senão em seus sonhos. 


Histórico do projeto. 

O ano era 1989. Em aula da disciplina optativa de Agroecologia e Agricultura Orgânica (a Esalq foi a terceira escola pública a ter disciplina dessa natureza, depois de Kassel, na Alemanha, e Wageningen, na Holanda) ministrada na Esalq-USP pelo autor deste artigo, comenta um aluno, depois de saber serem poucas as opções que ele e os outros mais de cinquenta de seus colegas tinham de excursões a propriedades agrícolas orgânicas, raras na ocasião: 

— Professor! Por que então não criamos aqui na Esalq uma área de agricultura orgânica onde as práticas agroecológicas possam ser demonstradas, servindo para as aulas práticas? 

Assim foi que, por iniciativa discente e muita pesquisa preliminar, surgiu o projeto que primeiro chamei Unidade de Tecnologias Integradas (UTI), que logo tive de mudar por uma razão singular e cômica. Como a unidade foi montada na Fazenda Areão, de propriedade da Esalq, ficando ela bem distante da minha sala do Departamento de Zoologia, um dia a secretária recebe um telefonema de alguém que desejava me falar: 

— Bom dia. É do Departamento de Zoologia? 

— Sim. 

— O professor Paschoal está? 

— Não. Ele está na UTI. 

— Que?... 

Para evitar novos mal-entendidos, a unidade passou a ser Unidade Autossustentada de Agricultura Orgânica (UAS), implantada em outubro de 1990, primeiro como Horta Orgânica Biocinética, de ensino, pesquisa e extensão, destinando-se as hortaliças para consumo dos restaurantes da Esalq e, depois, com verba do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal e com doações da Fapesp (bolsas de estudos), da Secretaria de Agricultura de São Paulo (sistema de irrigação), da Esalq (área, microtrator, ônibus para transporte dos alunos etc.) e de firmas particulares (Fundação Mokiti Okada, principalmente) como unidade autossustentada para agricultores familiares. O projeto foi desenvolvido com a participação dos alunos da disciplina e de bolsistas e estagiários, no período de 1990 a 2003, continuando nos anos seguintes, após a minha aposentadoria, sob a responsabilidade dos professores Dalcio Caron e Carlos A. Khatounian, com a participação ativa do Grupo Amaranthus de Agricultura Orgânica. 

Objetivos do projeto

A ideia central da unidade era criar um modelo de agricultura sustentável para o agricultor familiar, com o qual uma família de quatro pessoas (casal e dois filhos adultos) pudesse produzir alimentos para si e para venda do que produzisse, de forma a depender muito pouco de aportes externos, visando, assim, a autossuficiência, bem como a produção agrícola em consonância com a natureza, conservando os seus recursos. Modelos como esse, de análise holística, i.e., de avaliação do sistema agrícola como um todo, e não apenas de suas partes (reducionista) não existiam na ocasião, como são raros até no presente, daí as dificuldades iniciais de como avaliá-lo. A solução encontrada foi adaptar um modelo de balanço energético que existia apenas para ecossistemas naturais. Em sistemas biológicos, o todo é muito mais do que a simples soma de suas partes, daí a razão da natureza holística do projeto. 

Partindo do pressuposto que para se nutrirem adequadamente as pessoas (no caso a família do produtor rural) necessitam de proteínas, hidratos de carbono, lipídeos, vitaminas e sais minerais, estabeleceu-se como prioridade a produção de ovos, carne, leite, peixe, hortaliças, frutas, cereais e leguminosas (fabáceas). Como área padrão, definiu-se que seria de um hectare, possível de ser ampliada pela natureza modular do sistema produtivo. Autossuficência seria possível integrando-se todas as atividades econômicas, de forma a que uma dependesse e completasse a outra, daí a denominação primeira de Unidade de Tecnologias Integradas (UTI), que foi seu grande diferencial. Reciclagem de nutrientes, otimização do fluxo de energia (eficiência energética) e estabilidade pela biodiversidade foram outros princípios agroecológicos postos em prática. 

Definição das prioridades 

Para a área padrão de um hectare definiu-se como atividades econômicas principais, de valor comercial maior, a produção de ovos orgânicos (“caipiras”) e de hortaliças orgânicas. Como atividades complementares às econômicas e necessárias para as suas concretizações e integrações, estabeleceram-se: uma área para a produção de grãos orgânicos (milho, cereais de inverno, leguminosas); um minhocário, para a produção de húmus (vermicomposto) e de minhocas; um pátio de compostagem, para a elaboração de composto orgânico e um tanque para a irrigação da horta e criação de peixes e patos.



Para a área padrão de um hectare definiu-se como atividades econômicas principais, de valor comercial maior, a produção de ovos orgânicos e de hortaliças orgânicas. Esquerda: vista dos galinheiros, com o galpão de galinhas em pré-postura à esquerda e o galinheiro de poedeiras à direita, Direita: vista interna do galinheiro de poedeiras, com aves da raça Label Rouge negra. Fotos do autor, 1997

Para consumo da família, implantou-se um pomar orgânico, para a produção de frutas o ano todo; um cabril, com cabra para a produção de leite; um canteiro elevado, para a produção de plantas medicinais e condimentares; e uma área de reflorestamento (Saf), para a produção de moirões e de lenha, servido ainda como quebra-vento, barreira física e abrigo e alimento para a avifauna e polinizadores. 

Integração das atividades produtivas

A integração realiza-se de forma simples, complementando-se atividades agrícolas com atividades pecuárias, de modo a que uma atenda e complete as necessidades da outra. Diversidade, integração e reciclagem são os mecanismos mais importantes para se conseguir sustentabilidade.

Galinheiros

 As galinhas pastejam livremente em quatro pastos de capim quicuio (Braquiaria humidicola) e capim “cost-cross” (Cynodon dactylon), cercados por alambrados, sendo duas pastagens para galinhas em pré-postura e duas para galinhas em postura. Separados por porteiras, permitem fazer-se rodízio e o trabalho útil da cabra e cabritos em melhorá-los; por serem ruminantes (poligástricos), os caprinos podem aproveitar a vegetação mais grosseira dos pastos, deixando a rebrota mais rica em proteínas para as galinhas, que são monogástricas. Feijão guandu, plantado em todo o perímetro dos galinheiros, fornece folhas e vagens ricas em proteína para as aves, que também recebem material descartado da horta (folhas, raízes, tubérculos, frutos etc.). Recebem, ainda, milho e cereais de inverno da área de produção de grãos e farinha de minhoca (tão rica quanto a farinha de peixe), obtida por desidratação e moagem de minhocas criadas no minhocário.

Horta

A horta recebe vermicomposto (húmus de minhoca), mais adequado para culturas de ciclo curto, como são as hortaliças, por ser o produto mineralizado pelo trabalho dos vermes, os nutrientes sendo prontamente absorvidos pelas raízes. Além disso, o vermicomposto contém matéria orgânica agregadora de solo e meio de existência para a biota edáfica útil, caso das bactérias fixadoras de nitrogênio, dos fungos micorrízicos e dos microrganismos de vida livre produtores de vitaminas, de hormônios e de outros compostos úteis às plantas. Refugos de verduras e legumes alimentam parcialmente as aves e os caprinos, que, por sua vez, fornecem estercos para a produção do vermicomposto.



A horta recebe vermicomposto (húmus de minhoca), mais adequado para culturas de ciclo curto, como são as hortaliças, por ser o produto mineralizado pelo trabalho dos vermes, sendo os nutrientes prontamente absorvidos pelas raízes. Além disso, o vermicomposto contém matéria orgânica agregadora de solo e meio de existência para a biota edáfica útil, Esquerda. Horta orgânica biocinética, vendo-se ao fundo o cabril. Direita. Alunos trabalhando na horta. Fotos do autor, 1997.




Área de produção de grãos orgânicos

A área (5.000 m²) foi dimensionada para atender, prioritariamente, à demanda das galinhas. O solo, inicialmente pobre (Cambissolo B textural com cascalho), foi progressivamente recuperado com calcário, fosfato de rocha, adubações orgânica e verde, curvas de nível e terraços. Depois de alguns anos, a porcentagem de saturação de bases (V%) foi elevada, variando de 67% a 75%, eutróficos, portanto. A variedade de milho escolhida foi Opaco 2 por ser rico em metionina e triptofano, aminoácidos necessários às poedeiras, presentes em quantidade insuficiente na farinha de minhoca. O milho foi consorciado com mucuna-preta (capaz de diminuir populações de nematoides) e abóbora, e, ao longo do tempo, com outras leguminosas (feijão, feijão-de-porco, crotalárias etc.). Culturas de inverno foram experimentalmente plantadas para alimentar as aves, como o triticale e o grão-de-bico. Aveia preta (Avena strigosa) foi utilizada como forragem e para a cobertura do solo no inverno, reduzindo a infestação de plantas invasoras e melhorando as características do solo. 

Nota: No próximo artigo (Parte 2) descreverei como são as instalações e quais foram os resultados obtidos.



Projeto de 1994 da Unidade Autossustentada de Agricultura Orgânica. Desenho do autor, 1994.


Referências:

PASCHOAL, A.D. Ökolosische und öconomische Last der industriell betribenen Landwirtschaft in Brasilien. Hamburg: Lateinamerika, 1985.

PASCHOAL, A.D. Sustainable Agriculture. A world-wide growing concern and reality. Proceedings, 2nd International Conference on Kyusei Nature Farming, Piracicaba: 1991.13-17.

PASCHOAL, A.D; PASCHOAL,.D.P.D. A model of sef-sustained nature farming system suitable for small-holders in Brazil. Proceedings, 6th International Conference on Kyusei Nature Farming. Pretoria: South Africa, 1993.

PASCHOAL, A.D. Produção orgânica de alimentos. Agricultura sustentável para os séculos XX e XXI. Piracicaba: 1994, 191p.

PASCHOAL, A.D. Modelos sustentáveis de agricultura. Agricultura Sustentável-Embrapa. Jaguariuna, 2(1),11-16, 1995.

PASCHOAL, A.D. Projeto de viabilidade sócio-econômica para o assentamento de 40 familias de agricultores no município de Bastos, SP. Projeto Casulo “Vida no Campo”, Incra-Prefeitura Municipal de Bastos, 2001, 31p.



quinta-feira, 27 de maio de 2021

Siga-nos nas Redes Sociais!


 

A Divisão de Biblioteca da USP/Esalq também está presente nas redes sociais para estar cada vez mais próxima de você:



segunda-feira, 17 de maio de 2021

Passo a passo para acessar a Minha Biblioteca

 



Passo a passo para acessar a Minha Biblioteca

1) Acesso

Para ter acesso à Minha Biblioteca, digite o link https://usp.minhabiblioteca.com.br em seu navegador.


2) Cadastro

Em seu primeiro acesso, você deverá preencher um cadastro rápido, informando seu nome, sobrenome, e-mail e resposta a uma pergunta-chave. Uma mensagem de confirmação será enviada em seu e-mail tendo como emitente Bookshelf.


3) Confirmação em seu e-mail

Confirme seu e-mail para acessar a coleção da Minha Biblioteca.


4) Comece suas pesquisas e acesse as obras do catálogo

Passe o mouse sobre a capa para obter mais opções, incluído detalhes do livro e busca de termos. É possível também realizar busca por assunto ou título do e-book. A busca é feita tanto no título como no conteúdo do livro. Em Tendências, é possível identificar as obras mais consultadas.

Tutorial da Minha Biblioteca Digital: https://drive.google.com/file/d/10gz8S4YJC4SHdDh1stX2KVYWk76QxY7I/view


Fonte: Biblioteca IP/USP


quinta-feira, 6 de maio de 2021

Você sabe como colocar corretamente o nome da USP em seus artigos científicos?



O International Standard Name Identifier (ISNI) é o órgão global certificado pela ISO 27729 para identificar organizações e indivíduos envolvidos com a cadeia de suprimentos de informação e mídia, por meio de sua Agência Ringgold que, por sua vez, integra-se ao iD ORCiD

Dessa forma, recomenda-se a adoção da denominação da Universidade de São Paulo, suas Unidades, Institutos, Centros, MuseusNo caso da USP, cito a recomendação do ISNI de adotar preferencialmente a denominação em português como padrão principal:


Universidade de São Paulo 

Esse padrão é consistente também com a denominação adotada pelas bases de dados multidisciplinares Web of Science e Scopus, responsáveis pelos principais rankings universitários, que adotam a denominação Universidade de São Paulo. *

* texto reduzido do e-mail originalmente enviado pela Aguia em 7/05/2020


terça-feira, 27 de abril de 2021

Gravação: Webinar para Autores: como escolher a melhor revista para publicar seu artigo

 


Escolher a melhor revista para publicar seu artigo é uma arte e exige estratégia. Artigos revisados por pares são uma parte importante da comunicação científica e fator de reconhecimento e impacto da pesquisa.

Espera-se que os pesquisadores escrevam artigos que comuniquem claramente seu tópico, incluindo o método e os resultados, e os submetam ao periódico certo. O sucesso na publicação de pesquisas equivale a um perfil mais elevado e uma maior capacidade de atrair financiamento e colaboradores no futuro.

Saiba mais esse treinamento que foi realizado no dia 19 de abril de 2021:


segunda-feira, 26 de abril de 2021

Seminários para Capacitação no Uso da Biblioteca, Pesquisa na Web e Estrutura do Trabalho Científico



Fiquem atentos às datas para os "Seminários para Capacitação no Uso da Biblioteca, Pesquisa na Web e Estrutura do Trabalho Científico". Em 2021 serão 4 opções de encontros (Online via Google Meet com duração de 2h cada):
  • Portais de Pesquisa: formas de acesso às bibliotecas digitais abertas ou restritas, bases de dados de A-Z assinadas ou publicadas pela USP; 
  • Sistema de Submissão de Teses, Estrutura do Trabalho Científico e Turnitin: dicas de escrita científica, templates para formatação, revisão e depósito e cadastro na Estação de Autochecagem para detecção de similaridades;
  • EndNote e Mendeley: ferramentas de gerenciamento e formatação de citações e referências em mais de 7.000 estilos bibliográficos, normas ABNT inclusive;
  • Identificadores Digitais de Autor (ORCID): criação do perfil vinculado à USP e integração com Scopus ID, ResearcherID, Google ID, Lattes ID.
Será um prazer enorme atendê-los(as), conforme a disponibilidade e escolha dos temas.
Aguardamos o contato por meio do e-mail referencia.esalq@usp.br para juntos cumprirmos esta agenda, que poderá ser estendida a todos os seus alunos e convidados.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Biblioteca Virtual Pearson - Mini vídeos


Os vídeos abaixo tratam dos recursos da plataforma Biblioteca Virtual Pearson. Eles podem ser usados pela comunidade da USP, principalmente por estudantes. 

São vídeos curtos e otimizados para ajudar na compreensão dos recursos da plataforma. 

O formato de publicação dos vídeos no Youtube é o Não Listado.

• Primeiro acesso e cadastro - https://youtu.be/F7J4wFQTBWk

• A página inicial da BV - https://youtu.be/VrqTcPtED8o

• Acessibilidade na BV - https://youtu.be/sWB2rFXZ9os

• Sugestões de Leitura - https://youtu.be/PvpskACRKfY

• Criar meta de leitura - https://youtu.be/g-6cGaGdqN0

• Aplicar filtros para refinar a busca - https://youtu.be/aoj7de0C6qo

• Criar listas de livros - https://youtu.be/Ib-Pmdz-QLk

• Navegar no livro - https://youtu.be/Z0GnrnXkMMk

• Comprar de créditos de impressão - https://youtu.be/2TyPM5cQsUc

• Realizar marcações e buscas de significados no livro ePub- https://youtu.be/KpgP2d6OM-c

• Fazer marcações em livros PDF - https://youtu.be/SIXuf1gff8Q

• Fazer citações - https://youtu.be/wcB91az3GPo

• Aplicar zoom e marcações no livro PDF - https://youtu.be/zNYvGzXSf-w

• Ocultar marcações nos livros - https://youtu.be/MQWU6u8jU_4

• Criar cartões de estudo - https://youtu.be/Rpk9b0lzLos

• Pesquisar dentro do livro - https://youtu.be/SRk-EjUceik

• Ouvir o livro - https://youtu.be/a7hgWyc7MXo

• Copiar link do livro - https://youtu.be/2fQ_aEd2znE

• Navegar pelo menu lateral - https://youtu.be/fpiJ1PWKNRM

• Como baixar o manual e enviar mensagem pela plataforma - https://youtu.be/_ogogBxxUc8

• Comprar um livro da BV - https://youtu.be/x2v4sWQVPQo

• Baixar livro para leitura offline no app - https://youtu.be/ZmXJ0TwXfIo

• Como ler o livro Off-line no aplicativo da BV - https://youtu.be/0zO1r3tUrv8


Atenciosamente, Kassandra Landucci

Consultora Pedagógica

Tudo vai dar certo: a volta ao "normal" depende de nós!

 


A Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ criou um vídeo de recordação da recepção de alunos ingressantes em 2019: https://youtu.be/MqsQtHd3cU0

Hoje, vivemos tempos difíceis, mas não devemos perder nossa humanidade, nem a esperança por dias melhores diante de um cenário que se apresenta cada vez mais assustador. 

Todavia, a reversão deste quadro depende somente de nós! O isolamento social, por mais que seja difícil, ainda é a melhor solução para afastarmos o coronavírus. 

Por isso, fique em casa e tome esse tempo para lembranças calorosas e pensamentos do amanhã, criando o desejo universal para retomada do "normal" de nossas vidas. 


quinta-feira, 18 de março de 2021

Capacitação no Uso da Biblioteca, Pesquisa na Web e Estrutura do Trabalho Científico | Online via Google Meet


 

A equipe de capacitação da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ inicia o ano letivo com seu planejamento de apoio a docentes, alunos de graduação e pós-graduação por meio dos "Seminários para Capacitação no Uso da Biblioteca, Pesquisa na Web e Estrutura do Trabalho Científico".

Em 2021 serão 4 opções de encontros online via Google Meet, com duração de 2h cada:

1. Portais de Pesquisa: formas de acesso às bibliotecas digitais abertas ou restritas, bases de dados de A-Z assinadas ou publicadas pela USP; 

2. Sistema de Submissão de Teses, Estrutura do Trabalho Científico e Turnitin: dicas de escrita científica, templates para formatação, revisão e depósito e cadastro na Estação de Autochecagem para detecção de similaridades;

3. EndNote X Mendeley: ferramentas de gerenciamento e formatação de citações e referências em mais de 7.000 estilos bibliográficos, normas ABNT inclusive;

4. Identificadores Digitais de Autor (ORCID): criação do perfil vinculado à USP e integração com Scopus ID, ResearcherID, Google ID, Lattes ID.

O agendamento pode ser realizado por meio do e-mail referencia.esalq@usp.br.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Suspensão do atendimento das "devoluções de materiais bibliográficos"

 


Em virtude do "Comunicado do GT Readequação do Ano Acadêmico (GT PRAA)", a partir de 08 de março de 2021 a Divisão de Biblioteca da ESALQ suspenderá o atendimento das “devoluções de materiais bibliográficos” até que a evolução do quadro epidemiológico do Covid-19 volte a se apresentar com clareza e segurança.

Para outros serviços oferecidos o atendimento continuará por meio de teletrabalho.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Divisão de Biblioteca da USP/Esalq digitalizou todo o acervo de teses

 


Na edição 68/2021 do Estação Esalq o jornalista Fabiano Pereira conversou com a Chefe Técnica da Biblioteca da Esalq, a bibliotecária Márcia Saad, sobre o projeto de digitalização e disponibilização online do acervo de teses da Esalq, uma atividade que realizada durante a pandemia que contou com engajamento de toda a equipe da biblioteca e apoio de outros setores da USP - campus Luiz de Queiroz. 

Vale a pena conferir: https://www.youtube.com/watch?v=WuUuWnI2ZWg


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Livros Abertos da ESALQ: a obra "Sistema de informações para planejamento florestal no cerrado brasileiro" está disponível gratuitamente para download

 


Organizado pela Professora Luciana Duque Silva e pelos Professores Antonio Rioyei Higa e Daniel de Castro Victoria, o livro "Sistema de informações para planejamento florestal no cerrado brasileiro” está disponível gratuitamente na internet por meio do site da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ.


Apresentação

Esse primeiro volume do Livro Siflor Cerrado apresenta, algumas, das informações técnicas que fizeram parte das inúmeras reuniões realizadas para a definição das metodologias a serem utilizadas no projeto “Sistema de Informações para Planejamento Florestal no Cerrado Brasileiro” - (SiFlor Cerrado), que tem como objetivo auxiliar produtores rurais, extensionistas, profissionais da área florestal e outros interessados, na tomada de decisões sobre a escolha de espécies arbóreas para implantação de florestas comerciais, na forma de sistemas de produção de monocultura ou de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) no Bioma Cerrado. O projeto é coordenado pela ESALQ/USP, UFPR e Embrapa Informática Agropecuária, tem o apoio do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA dentro do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC).

O primeiro Capítulo desse livro contextualiza historicamente os eventos importantes que ocorreram no Brasil e no Mundo sobre temas ambientais e agrícolas. Além disso, explica as motivações e objetivos do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura: o Plano ABC, ponto de partida desse trabalho.

O Capítulo 2 apresenta um enfoque a nível genético sobre a escolha do material genético para plantio em áreas do Bioma Cerrado. Abordando três aspectos atuais relacionados a essa decisão: a) mudanças climáticas na região de plantio; b) adaptação genética nas plantações florestais; e c) minimização dos riscos futuros da eucaliptocultura no Bioma Cerrado.

O Capítulo 3 trata dos aspectos fisiológicos do Eucalipto em relação ao principal fator limitante para o crescimento de cultivos no Bioma Cerrado: a água. Junto com ele, os autores também exploram temas diretamente relacionados, como a importância do desenvolvimento radicular das árvores e as condições físico-químicas encontradas nos solos do Bioma Cerrado.

O Capítulo 4 foi elaborado para trazer as principais etapas do “Projeto SiFlor Cerrado” que conta com materiais genéticos do gênero Eucalyptus sp e Corymbia citriodora, Cedro australiano, Mogno africano, Pinus e Teca.

Apresentando a metodologia de desenvolvimento do trabalho (coleta de dados, amostragem), um modelo de subdivisões do Bioma Cerrado, chamado de “Dendrozonas de Coleta de Dados”, metodologias aplicadas nas prospecção e no processamento de dados, síntese da prospecção de campo e apresentação da metodologia da classificação de aptidão das espécies/clones.


Acesse: https://www.esalq.usp.br/biblioteca/pdf/Livro_Siflor_Cerrado_V1.pdf

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Webinar Scopus: Critérios para Indexação de Revistas

 


Ter a revista indexada na Base de Dados Scopus é uma conquista importante para revistas em todo o mundo e alcançar esse sucesso traz consigo não apenas uma medida de satisfação, mas também a demonstração da qualidade da revista para outros membros da comunidade científica. 

Exige que os editores das revistas estejam atentos a certos critérios tais como: revisão por pares, diversidade na distribuição geográfica dos editores, diversidade na distribuição geográfica dos autores, qualidade de conteúdo, contribuição acadêmica para o campo de conhecimento, qualidade e conformidade com objetivos e escopo declarados, citações dos artigos, regularidade de publicação, disponibilidade online, entre outras características.

Saiba mais sobre esses e outros aspectos acessando o webinar Scopus: critérios para indexação de revistas, que foi realizado no dia 25 de setembro de 2020:







quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

SCIENCEDIRECT para Pesquisadores e Pós-Graduandos

 


A Editora Elsevier disponibilizou a gravação do webinar ScienceDirect para Pesquisadores e Pós-Graduandos que aconteceu no dia 23 de setembro de 2020. 

O ScienceDirect é a principal plataforma de textos completos de literatura acadêmica revisada por pares.

Acesso:


Mensagem de Boas Festas da Divisão de Biblioteca da USP/ESALQ


 

A Divisão de Biblioteca deseja a todos os seus usuários e parceiros um Natal Feliz e Seguro!

Que em 2021 seja acelerada nossa capacidade de se reinventar, renovar e aperfeiçoar, tornando-nos pessoas cada vez melhores!

Em meu nome, agradeço os colaboradores da Biblioteca que foram brilhantes e mantiveram e incrementaram os serviços e produtos virtuais, os projetos e a política de responsabilidade social.

Um abraço fraterno e afetuoso,