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sexta-feira, 3 de junho de 2022

Divisão de Biblioteca convida para o lançamento do livro Hidrologia florestal aplicada: planejando as interações entre a floresta e a água




No dia 24 de junho de 2022, sexta-feira, às 16h, a Biblioteca Central da Esalq-USP, promove o coquetel de lançamento do livro Hidrologia florestal aplicada: planejando as interações entre a floresta e a água, dos autores Silvio Ferraz e Walter de Paula Lima, ambos professores do Departamento de Ciências Florestais da USP/ESALQ.

A obra apresenta e discute conceitos modernos sobre o conhecimento atual das relações entre as florestas e a conservação da água, como contribuição para a busca do maior equilíbrio entre a produção e conservação no planejamento de bacias hidrográficas, e como apoio ao aprendizado nos cursos de ciências agrárias e ambientais.

Ao longo de seus doze capítulos, são tratados conceitos fundamentais da hidrologia como o ciclo hidrológico e seus processos constituintes, a bacia hidrográfica como unidade integradora, o comportamento da água no solo e os processos eco-hidrológicos da zona ripária.

Aspectos aplicados de manejo de bacias hidrográficas, como o uso da água pelas florestas e seus serviços hidrológicos, entre outros, também fazem parte da análise, que inclui ainda um histórico das relações entre a floresta e a água e um apêndice com terminologia, unidades e transformações, de grande utilidade para o pesquisador.

Mais informações: https://sites.google.com/usp.br/hidrologia-florestal-aplicada/sobre-a-obra 


Serviço

  • Quando: 24 de junho (sexta-feira), a partir das 16h
  • Local: Biblioteca Central da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP)
  • Avenida Pádua Dias, 11 | Piracicaba-SP

quarta-feira, 23 de março de 2022

Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz

 


No artigo "O pioneirismo em Piracicaba" (09/01/2022, p. 4), a escritora Myria Machado Botelho relata recortes da vida de dois pioneiros que, à frente de seu tempo, deixam marcas de empreendedorismo na segunda metade do século XIX (Luiz Vicente de Souza Queiroz) e primeira metade do século XX (Maria Thereza de Moraes Silveira / Dona Therezinha).

Em seu parágrafo final, registra que "Alicerçada sobre forte tradição cultural, Piracicaba abrigou em seu seio numerosos expoentes, cujos nomes se projetaram e que, não sem motivo, a fizeram conhecida como "Atenas Paulista" e "Cidade das Escolas". Neste caso, vem à lembrança Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz, esposa de Luiz de Queiroz.

No município, pouquíssimas pessoas ouviram falar de Dona Ermelinda e, mesmo dentro do Campus, poucos tem ciência da participação que exerceu em diversas ações pioneiras e empreendedoras de Luiz de Queiroz.

Na 64ª Semana Luiz de Queiroz (04 a 09/10/2021) ocorreu no dia 04 (2ª feira) a inauguração do Espaço Cultural 'Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz', localizado no Jardim Francês, no entorno do Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes 'Luiz de Queiroz', com a instalação de um gazebo que acolhe a estátua, em tamanho natural, "personificada em trajes da época e trazendo em suas mãos um missário, pois era uma pessoa muito benemérita e de fé".

Quem foi Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz? Alguns lembrarão que foi esposa de Luiz de Queiroz, mas poucos sabem da importância de sua atuação na idealização e instalação da escola, após a morte de Luiz de Queiroz aos 49 anos, em 11/06/1898. A inauguração desta se efetua três anos depois, em 03/06/2001.

Uma busca bibliográfica (Pioneiros e Empreendedores, volume 2/2009, autoria do Prof. Jacques Marcovitch) registra que "Ermelinda, quando jovem, viajou com os pais Cristiano Ottoni e Bárbara de Barros Ottoni pela Europa, Estados Unidos e Ásia. Após seu casamento em 1880 com Luiz de Queiroz, continuou viajando para o exterior para visitar a irmã em Paris... "Ela também se dedicava aos empreendimentos e participava de reuniões de negócios com o marido. Entre seus legados conjuntos com o esposo estão a usina elétrica, a fábrica de tecidos e a Escola". A imprensa local comparava Ermelinda como uma das três mulheres de destaque de Piracicaba, em conjunto à americana Miss Martha Watts e à professora e médica belga Jeanne Renotte". Concluindo: uma mulher culta, poliglota e cosmopolita.

Em aula proferida no Curso de Atualização em Pioneirismo e Educadores Empreendedores / Palácio dos Campos Elíseos - SP, atividade complementar da Exposição Pioneiros & Empreendedores, a Profa. Marly Therezinha G. Perencin, estudiosa da história e memória da ESALQ, relata sobre o importante papel desempenhado por Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz na realização do projeto da instituição que se tornaria a ESALQ. "Filha do conselheiro do Império Cristiano Ottoni, era uma figura à frente de seu tempo... Numa época em que as mulheres se escondiam em casa e ficavam dois passos atrás do marido na rua, dona Ermelinda andava lado a lado com o esposo e lhe dava apoio nos negócios, comportamento chocante para a sociedade piracicabana na época... Com um temperamento independente, dedicada aos seus empreendimentos, ela participava de reuniões de negócios com o marido mostrando-se austera, perspicaz e determinada, atributos arrojados perante a época em que viveu".

Fico imaginando como a sociedade patriarcal e conservadora prevalecente em boa parte de sua vida (nascimento em 21/03/1856 e morte em 07/04/1936, 80 anos completos) reagia diante desta decidida, resiliente e empoderada empreendedora, focada no alcance, efetivação e realização dos sonhos de seu marido.

Um parêntese: Os restos mortais do casal foram transladados para a ESALQ em 16/04/1964, estando defronte ao Prédio Central no Mausoléu que registra na lápide "A Luiz Vicente de Souza Queiroz, o Teu Monumento é a Tua Escola".

A expressão "Atrás de um grande homem, sempre tem uma grande mulher" perde sentido quando se conhece a trajetória de vida de Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz, podendo-se afirmar que: "Ao lado de um grande homem empreendedor, sempre tem uma grande, empreendedora e empoderada mulher".

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Obs. Publicado na Gazeta de Piracicaba, Ano XIX, n. 4731, 14/01/2022, p.2 (Opinião)


terça-feira, 22 de março de 2022

Biblioteca da Esalq: eu recomendo! - Depoimento do Professor Urgel de Almeida Lima

 


Dina Moretti, primeira bibliotecária de formação a trabalhar na Esalq.

1947! Eu era ingressante, vindo de uma escola de ensino médio que possuía uma biblioteca, mas na qual eu nunca entrara. Ao entrar na ESALQ, a biblioteca se afigurava com imenso depósito de livros que continha misteriosos conhecimentos fora de meu alcance. Mesmo conhecendo o Bibliotecário, Engenheiro Agrônomo Renato Bartholomeu, sempre gentil e prestativo, aquele enorme número de livros me assustava, pois não conseguia saber que benefícios dele tirar.

A biblioteca não atraia minha atenção, que estava voltada totalmente às palavras dos Mestres; eu era taquígrafo, registrava de 85 a 90% do que eles diziam em aula pelas minhas notas eu estudava, diretamente sem tradução. Não me passava à mente, complementar as aulas com material impresso os livros. Havia aulas empolgantes, outras nem tanto e algumas insuportáveis, mesmo para registrar a fala do Professor. Estas continham material intricado e incompreensível mesmo para usar só para as provas. Recorrer à biblioteca não era a solução, pois não sabia nem mesmo como. Foi nomeada uma bibliotecária formada, D. Dina Maria Bueno Moretti, mas continuei ausente. Quanto eu perdi!

Depois de formado fui convidado a trabalhar em uma nova instituição “Instituto Zimotécnico” que iniciou suas atividades por montar uma esmeralda Biblioteca, adquirindo livros e coleções de periódicos técnicos e científicos pertinentes. Acompanhei sua montagem aprendendo passo a passo a importância dessas aquisições e aprendi com duas fantásticas bibliotecárias, Lilia Guerrini Sega e Maria Helena Muus, o que era o sistema de classificação Dewey, como distribuir as obras nas prateleiras, como cuidar delas e com meu Diretor, Prof. Jayme Rocha de Almeida, como usá-las, como extrair delas o conhecimento que continham e que aperfeiçoavam minhas atividades, como escrever, montar artigos, pareceres e a difundir o que aprendia.

Hoje a Biblioteca da ESALQ, riquíssima em informações profissionais conta com um grupo de funcionários exemplares que praticamente tomam um consulente pela mão e o guiam pelos livros facilitando-lhe encontrar o assunto, como examiná-lo e tirar dele o melhor. A Biblioteca conta com o apoio de bibliotecárias atenciosas e muito competentes, e de pessoal auxiliar especializado e altamente interessado em evoluir, conservar o acervo, orientar e dar apoio total ao consulente. Com a máxima boa vontade e competência trabalham com amor para manter a Biblioteca com um elevado grau de excelência, para ensinar, auxiliar nas pesquisas, na confecção de teses e no ensino dos recursos tecnológicos mais modernos na área de comunicação e transmissão de conhecimentos. É inestimável o apoio aos docentes, discentes, pesquisadores daqui e alhures e outros interessados no crescimento técnico e científico.

Ingressante, conheça e aproveite dos conhecimentos armazenados na Biblioteca, e desfrute do desvelo dos funcionários de todos os níveis hierárquicos da Biblioteca. Se você, ao formar em qualquer dos cursos oferecidos pela ESALQ, tiver conseguido usufruir e guardar 5% de tudo o que a Biblioteca lhe oferece, sua vida profissional terá começado com imensas vantagens de sucesso.


quinta-feira, 10 de março de 2022

Uma história de conquistas, parcerias e gratidão


 

Prestes a se aposentar, professor José Vicente Caixeta Filho lança dois novos projetos.

Depois de 33 anos de dedicação à docência na Esalq, em 2022 chega o ano de aposentadoria do professor José Vicente Caixeta Filho, o “Professor Caixeta”. 

Ex-diretor da Esalq na gestão 2011-2014, Caixeta é reconhecido nacional e internacionalmente por suas contribuições na área de logística agroindustrial, sendo o criador e coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial – ESALQ-LOG. 

Agora, ao completar 60 anos, Caixeta prepara a aposentadoria e se dedica a novos projetos: o primeiro é um livro, intitulado “E aí, professor Caixeta? Melhores Momentos” onde partilha sessenta marcos destes 60 anos de vida muita bem vivida. São registros emocionantes de sua história pessoal e de sua trajetória profissional que foram postados no decorrer de 2021 em seus perfis nas redes sociais, e que, agora reunidos, dão lugar a um livro resgatando os principais fatos desta caminhada. A obra tem patrocínio do grupo Esalq-Log. 

Com lançamento agendado para uma live a ser realizada no dia 16 de março, a partir das 19h30, a obra tem, também, um fim filantrópico: todos os honorários relativos aos direitos autorais obtidos com a comercialização da obra serão revertidos para os projetos sociais de uma entidade beneficente da cidade de Piracicaba, que será anunciada durante a live de lançamento. 

Mas as novidades não param por aí: além do lançamento do livro, nasce também um talk show onde Caixeta conversa com pessoas que passaram por sua trajetória e que têm histórias de vida inspiradoras para compartilhar. Trata-se do “E Aí? Toc Xou”, produção para plataformas digitais com periodicidade semanal, e da qual a primeira temporada estreia logo após o lançamento do livro. 

Vale ressaltar que as inscrições para assistir a live e participar de ambos os lançamentos é gratuita. Basta acessar o link https://bit.ly/professorcaixeta-convite e preencher o formulário online para garantir a participação. 


SERVIÇO: 

Lançamentos do livro “E aí, professor Caixeta?” e do talk show “E aí? Toc Xou” 

Dia 16 de março, 19h30, online e ao vivo 

Informações e inscrições gratuitas pelo

https://bit.ly/professorcaixeta-convite  

segunda-feira, 7 de março de 2022

Ingressantes em Engenharia Agronômica: Qual é o mal em lhes querer bem?

Divulgação

Por Prof. Evaristo Marzabal Neves


Qual é o mal em lhes mostrar que fazer o bem faz bem?

Qual o mal em lhes conscientizar que o tempo é o recurso mais escasso, perecível, bem mais valioso de nossas vidas e que saber administrá-lo com sabedoria é uma arte?

Qual o mal em alertá-los que a saúde é seu maior patrimônio e que é fundamental conservá-la de forma sadia no caminhar universitário?

Qual é o mal em afirmar que seu maior desafio é estabelecer mecanismos de autocontrole para que não se desvie em sua trajetória acadêmica?

Qual é o mal em orientá-los para a busca de seu autoconhecimento, indispensável para seu autocontrole e saúde mental, fundamental para “brecar” as ansiedades, os estresses e diminuir as possibilidades de depressão?

Qual o mal em convidá-los a participar e se envolver com ações sociais, de responsabilidade socioambiental e de solidariedade, destinando parte de seu tempo ao próximo e à natureza? É conscientizá-lo de que “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana” (F. Kafka), ou “Nosso objetivo, principalmente nesta vida, é ajudar o próximo. E, se você não pode ajudá-lo, pelo menos tente não machucá-lo” (Dalai Lama).

Qual o mal em solicitar que tenham uma agenda e que através desta vivam o presente planejando o futuro, na busca da otimização (máxima redução) dos custos da informação e comunicação? Palavra-chave na sua formação acadêmica é PLANEJAMENTO e, saiba que: “Só planeja bem, aquele que bem conhece” (E.M.Neves)

Qual é o mal em conscientizá-los de suas responsabilidades diante da sociedade paulista que lhes fornece um ensino gratuito, privilegiado, elitizado e ainda oferece restaurante universitário com refeição subsidiada, salas de informática e acesso à internet/provedor de graça, atendimento médico, odontológico e psicológico no Campus, intercâmbios em outros países, praça esportiva no Campus, bibliotecas, auxílios alimentação, moradia, transporte e livro, curso de inglês gratuito e bolsas de apoio e de permanência, nestes três últimos, seleção com base em critérios acadêmicos e/ou socioeconômicos, e, da sociedade brasileira (alguns terão bolsas CNPq, Capes, Sesu/MEC, de intercâmbio, de permanência e outras) quando muitos que aspiram suas posições universitárias, principalmente os mais carentes socialmente, ficam a margem da gratuidade do processo de ascensão social e formação educacional universitária pública?

Vocês já imaginaram qual sua mensalidade paga pela sociedade?

Por favor, se conscientizem. Diante de uma realidade acadêmica em que há uma exagerada proteção em blindagem/redoma é o caso da sociedade que o mantem perguntar: enquanto estudante, que tipo de retorno socioambiental pode oferecer?

Por favor, se transformem de saída em “Filhos DE Luiz de Queiroz” e não meros “Filhos da Luiz de Queiroz”.

Se vocês se omitem, negligenciam, desperdiçam ou ironizam as facilidades e oportunidades oferecidas de “mão beijada” e com alto custo social, e simplesmente dizem “que se danem”, poderá haver um dia, apoiada no ditado “aqui se faz, aqui se paga”, em que numa pior na vida, ao pedir socorro ou auxilio a esta sociedade, que você desprezou e humilhou, poderá receber um “do que está reclamando?”, ou melhor: “você que se dane, seu ingrato”. Gostaria que acontecesse com você?


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Obs. Para leitura e reflexão do ingressante em Engenharia Agronômica – Disciplina: Vida Universitária e Cidadania - após leitura e reflexão de: Filho DA Luiz de Queiroz e Filho DE Luiz de Queiroz: São sinônimos?

Complementando para reflexão: De John Kennedy: Não pergunte o que o seu país pode fazer por você; Pergunte o que você pode fazer por seu país.  Para o autêntico Filho DE Luiz de Queiroz, vale: Não pergunte o que a ESALQ pode fazer por você (já faz muito). Pergunte o que você pode fazer pela ESALQ (como retorno para sua grandeza, compartilhando problemas, cooperando e ajudando nas soluções). Não se omita.

Nesta direção lembrando Olavo Bilac: Ame com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança! Não verás nenhum país como este! Para o genuíno Filho DE Luiz de Queiroz: Ame com fé, dedicação, empenho e orgulho a escola que escolheste. Jovem ingressante! Não verás no Brasil nenhum ensino como este.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022


 

A partir de 03 de março de 2022, a Divisão de Biblioteca da Esalq retomará suas atividades presenciais de atendimento, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h. 

Reiteramos ao usuário a obrigatoriedade do uso de máscara durante a sua permanência na biblioteca, conforme Decreto Estadual 64.959, de 04 de maio de 2020, bem como, o cumprimento dos protocolos sanitários definidos pela Reitoria da USP para evitar a transmissão do coronavirus.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

24 dicas de livros disponíveis na plataforma CAB eBooks

 


Selecionamos 24 ebooks sobre agricultura e ciências da vida aplicadas da CAB International. Acesse www.cabi.org/cabebooks/ e descubra muito mais títulos interessantes: 

  1. Applied crop physiology: understanding the fundamentals of grain crop management
  2. Sweet cherries
  3. Hydroponics and protected cultivation: a practical guide
  4. Guava: botany, production and uses
  5. Nutrition and feeding of organic cattle
  6. Molecular breeding in wheat, maize and sorghum: strategies for improving abiotic stress tolerance and yield
  7. Crop pollination by bees, V.1: Evolution, ecology, conservation, and management
  8. Techniques for work with plant and soil nematodes
  9. Insects as animal feed: novel ingredients for use in pet, aquaculture and livestock diets
  10. The pomegranate: botany, production and uses
  11. Diagnosing hemp and cannabis crop diseases
  12. Bridging research disciplines to advance animal welfare science: a practical guide
  13. Urban ecology: its nature and challenges
  14. Carrots and related Apiaceae crops, 2nd edition
  15. Transcriptomics in entomological research
  16. Gene flow: monitoring, modeling and mitigation
  17. Plant invasions: the role of biotic interactions
  18. Ecology of freshwater nematodes
  19. Food gardens for a changing world
  20. Cut flowers and foliages
  21. The papaya: botany, production and uses
  22. Field trials in oil palm breeding: a manual
  23. Tropical root and tuber crops: cassava, sweet potato, yams and aroids
  24. Cucurbits


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Saiba como fazer uma boa pesquisa acadêmica em 10 passos

 


O que você considera como maiores desafios na vida do estudante universitário: conciliar múltiplas tarefas, fazer trabalho em grupo sem conflitos, apresentar seminário ou entregar uma pesquisa acadêmica digna de nota máxima?

Se a sua maior apreensão é em relação aos trabalhos com metodologia científica, pode diminuir essa tensão. Neste post, trouxemos 10 passos indispensáveis para você fazer uma ótima pesquisa acadêmica. Está a fim de conhecer as dicas que vão fazer toda a diferença no seu desempenho na faculdade? Leia o que vem a seguir!


1. Escolha um tema de seu interesse

Seja qual for o tipo de trabalho acadêmico que você vai fazer — artigo científico, base teórica para apresentação de seminário, projeto de pesquisa para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) etc. — o primeiro passo é escolher um tema que você tenha interesse em explorar.

Afinal, você vai precisar dedicar umas boas horas na elaboração de sua pesquisa acadêmica. Pensando assim, quanto maior a afinidade com o tema, mais o seu trabalho vai render.


2. Defina um cronograma para sua pesquisa acadêmica

Pesquisas acadêmicas mais longas, como o próprio TCC, requerem um cronograma detalhado para acompanhar a evolução do projeto. Isso, inclusive, facilita a vida do estudante, já que divide a preparação do trabalho em várias pequenas etapas.

Assim, você pode definir prazos para coletar as referências, fazer a leitura e a marcação dos trechos mais importantes de todos os materiais utilizados, construir o esboço do trabalho e assim por diante.


3. Elabore um bom roteiro de pesquisa

Você pode requintar ainda mais o cronograma da sua pesquisa acadêmica e estipular um roteiro dos subtemas que serão abordados. Na conceituação teórica do seu trabalho, é possível, por exemplo, explorar os aspectos históricos e culturais do tema principal.

Vamos a um exemplo mais prático: supondo que você seja um estudante de Psicologia e sua pesquisa acadêmica vai falar sobre a aplicação das técnicas cognitivo-comportamentais em adolescentes com depressão. Ao longo do trabalho, você pode abordar os aspectos envolvidos na depressão infanto-juvenil, as principais psicoterapias utilizadas, o desenvolvimento histórico da terapia cognitivo-comportamental etc.

Tenha em mente os assuntos que serão explorados em conjunto para atingir os objetivos gerais e específicos do trabalho. Assim, fica mais fácil definir um roteiro para sua pesquisa acadêmica e se dedicar a um tema por vez.


4. Diversifique os conteúdos bibliográficos

Num passado não muito distante, as pesquisas acadêmicas eram fundamentadas exclusivamente em livros de especialistas, artigos impressos e revistas científicas. Hoje, temos uma facilidade incrível para encontrar boas referências na internet. Mas é preciso tomar cuidado e saber encontrar as fontes certas, aquelas que vão trazer informações verdadeiras e relevantes e enriquecer sua pesquisa.

Mas não abandone totalmente os bons e tradicionais livros. Nesse tipo de material, é certo que as teorias e os dados levantados foram feitos por estudiosos experientes em sua área de formação. Por isso, se você ainda desliza no hábito da leitura, aproveite para se dedicar um pouco mais.


5. Busque referências confiáveis

Nessa era de informações totalmente acessíveis, qualquer assunto que você procura na internet é encontrado. Mas lembre-se de que uma pesquisa acadêmica tem um peso maior. Então, busque fontes ricas e confiáveis para colocar qualidade e veracidade em seu trabalho.

Bons exemplos são as plataformas de dados científicos, como Scielo e CAPES, ou o próprio Google Acadêmico, que reúne artigos de outros pesquisadores, assim como materiais acadêmicos — TCCs, teses e dissertações — aprovados por grandes instituições de ensino.


6. Não caia no erro do plágio

Algo que tira pontos de uma pesquisa acadêmica e fere a credibilidade de qualquer universitário ou profissional formado é o conteúdo plagiado. Plágio, além de ser totalmente inadequado, é considerado crime, e o estudante tem muito a perder com essa conduta.

Por isso, é fundamental estudar sobre as normas das pesquisas acadêmicas e aprender como fazer as citações da forma certa. Isso significa que você pode transcrever alguns trechos curtos das obras e artigos consultados — sem excessos, para não poluir seu trabalho — desde que faça a devida citação do autor original.


7. Cuidado com as normas técnicas do trabalho

Conforme o tipo de pesquisa acadêmica, existem normas específicas a serem seguidas para estruturar o trabalho. Você deve se informar sobre isso com antecedência para entregar um projeto dentro dos padrões exigidos pela entidade regulamentadora — com frequência, são utilizadas as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Tamanho e fontes do tema, recuo das margens, espaçamento entre as linhas, formatação dos títulos e subtítulos são algumas das questões que devem ser observadas na estruturação de uma pesquisa acadêmica.


8. Capriche na introdução e na conclusão

Desde os primeiros contatos com a escrita de redações, começando lá no ensino básico, os estudantes são orientados a colocar introdução e conclusão em seus textos — você se lembra disso? Na pesquisa acadêmica, isso também é importante.

A introdução é o espaço em que você deve fazer um apanhado geral dos assuntos que serão elencados, contextualizando o tema principal da pesquisa. Também é nessa parte do trabalho que o estudante apresenta a justificativa de seu estudo, assim como a relevância social e científica do projeto em questão.

Na conclusão, o autor ressalta os resultados obtidos e reflete sobre a necessidade de novas pesquisas para explorar o tema com mais profundidade.


9. Faça uma boa revisão do trabalho

Leia e releia a sua pesquisa acadêmica quantas vezes achar necessário. Faça uma revisão cuidadosa para identificar erros ortográficos e gramaticais, assim como falhas de formatação ou mesmo para inserir informações importantes que faltaram. O ideal é entregar um trabalho redondinho e digno de uma boa nota, certo?


10. Dedique-se muito

Claro que todas essas dicas para fazer uma pesquisa acadêmica de qualidade só vão se concretizar se você colocar um elemento indispensável: a dedicação. É compreensível que a jornada universitária seja cansativa, mas vale a pena manter o empenho e a motivação para estudar e colher os melhores resultados possíveis dessa experiência.

Com todas as técnicas de estudo que você já conhece e com essas dicas que listamos para fazer uma boa pesquisa acadêmica, não tem erro: é certo que você vai mandar muito bem nos seus trabalhos de faculdade!

Que tal divulgar essas dicas e facilitar a vida de outros estudantes? É só compartilhar nosso post em suas redes sociais e levar informação útil aos seus amigos!


Fonte: https://blog.unicesumar.edu.br/pesquisa-academica

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Qual é o escopo da F1000Research?

 



F1000Research uma base composta de   artigos e outros resultados de pesquisa, relatando pesquisas básicas científicas, acadêmicas, e clínicas em ciências físicas e da vida, engenharia, medicina, ciências sociais e humanas. F1000Research é uma plataforma de publicação acadêmica criada para a comunidade científica, acadêmica e médica; cada artigo tem pelo menos um autor que é um pesquisador qualificado,  um aluno, ou clínico que trabalha ativamente em sua especialidade e que teve uma contribuição importante para o artigo.

Os artigos devem ser originais (não duplicações). Todas as pesquisas são aceitas, independentemente do nível percebido de interesse ou novidade; são aceitos resultados confirmatórios e negativos, bem como estudos nulos. F1000Research publica diferentes tipos de pesquisa, incluindo ensaios clínicos, revisões sistemáticas, ferramentas de software, metodologias e muitos outros. Resenhas e artigos de opinião fornecendo uma visão geral, equilibrada e abrangente das últimas descobertas em um campo específico, ou apresentando uma perspectiva pessoal sobre desenvolvimentos recentes, também são bem-vindos. Consulte a lista completa de tipos de artigos que aceitamos para obter mais informações.

Os artigos são publicados em um modelo totalmente transparente e orientado pelo autor: os autores são os únicos responsáveis pelo conteúdo de seu artigo. A revisão por pares convidada ocorre abertamente após a publicação, e os autores desempenham um papel crucial em garantir que o artigo seja revisado por especialistas independentes em tempo hábil. Os artigos aprovados na revisão por pares são indexados no PubMed, Scopus e outras bases de dados bibliográficas.

F1000Research é uma plataforma Open Science: todos os artigos publicados são em acesso aberto; os processos de publicação e revisão por pares são totalmente transparentes; e os autores são solicitados a incluir descrições detalhadas dos métodos e fornecer acesso completo e fácil aos dados de origem subjacentes aos resultados, a fim de melhorar a reprodutibilidade.

F1000Research também publica outros resultados de pesquisa, chamados coletivamente de documentos, como políticas, diretrizes e fluxos de trabalho - estes variam em formatos e frequentemente diferem das publicações acadêmicas tradicionais. Eles estão sempre ligados a um portal específico ou coleção e são publicados como um serviço para a comunidade de pesquisa mais ampla.

Posteres, slides e documentos não são revisados por pares e não aparecem em bancos de dados bibliográficos como o PubMed.


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Dicas para você produzir uma pesquisa de qualidade

 


A elaboração de um artigo científico não é uma tarefa simples, especialmente quando se está iniciando no meio acadêmico. São muitas dúvidas sobre por onde começar, como desenvolver o conteúdo, como definir o tema, que tipo de linguagem usar e tantas outras. Obviamente, o seu professor orientador estará apto a sanar muitos destes questionamentos, mas, para te ajudar, separamos algumas dicas que podem colaborar para a produção de uma pesquisa de qualidade.

Primeiramente, se você tiver um tema, leia sobre o que já foi feito sobre ele. É importante olhar para os vários conteúdos publicados na área, como artigos em revistas internacionais qualificadas e livros. Desta forma, você pode encontrar publicações que possam servir de base para o projeto. Esta pesquisa prévia é essencial também para a nossa segunda dica: apresente uma novidade. Uma pesquisa não é boa se ela não trouxer algo novo e relevante, portanto, ler conteúdos antes de iniciar, te ajuda a não ser repetitivo e ir em busca de algo novo sobre o assunto para trazer grandes contribuições científicas.

Pensando na escrita do trabalho, a nossa terceira dica é saber iniciar na hora certa. Não comece a escrever aleatoriamente, analise os dados, interprete e tenha uma ideia geral sobre a pesquisa antes de sair escrevendo. E por falar em escrita, não esqueça de manter uma lógica em seu texto. Observe se não há contradições e não esqueça que introdução, desenvolvimento e conclusão devem estar muito relacionados entre si. Seja coerente.

Sabemos também que, em alguns casos, especialmente para eventos, o pesquisador tem um número mínimo ou máximo de páginas. Tome cuidado com isso, saiba sintetizar e escrever na medida certa, apresentando todos os argumentos de maneira clara e objetiva. Quantidade nem sempre é qualidade. Lembre-se que, apesar de a ciência ter um caráter transdisciplinar, quando você escreve um artigo carregado de termos técnicos e palavras desconhecidas, ele tende a ficar restrito às pessoas da área. Seja claro e facilite o entendimento para futuras publicações.

Para finalizar, compartilhe os seus resultados. A divulgação da pesquisa é tão importante quanto a execução, afinal, de nada vale o conhecimento se ele não for compartilhado ao maior número de pessoas possível. Pesquise sobre editoras, revistas e divulgue o seu trabalho com empresas sérias, éticas e de qualidade. Não esqueça que a Atena Editora é o lugar certo para isso. A verdadeira casa do autor!

Fonte: Atena Editorahttps://www.atenaeditora.com.br/blog/dicas-para-voce-produzir-uma-pesquisa-de-qualidade/

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Conheça as 10 áreas mais consultadas na USP pela plataforma Science Direct

 


Listamos para você as 10 áreas de e-books que estão sendo mais consultadas na USP pela plataforma Science Direct, sendo que, 12% é da área de Ciências Agrárias. Para quem não sabe qual será sua próxima leitura, este guia pode tornar seu processo de escolha mais fácil. 
Confira:

12,45% | Medicine and Dentistry

12,11% | Agricultural and Biological Sciences

10,43% | Engineering

06,18% | Biochemistry, Genetics and Molecular Biology

05,89% | Computer Science

05,83% | Environmental Science

05,57% | Materials Science

04,68% | Earth and Planetary Sciences

04,60% | Mathematics

04,46% | Chemical Engineering


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Por que publicar um artigo científico?

 


Um artigo científico é um tipo de texto acadêmico onde você escreve a sua pesquisa de forma estruturada. O artigo científico é o produto da sua pós-graduação deixado como legado para a ciência. Se não publicar o seu trabalho, você pode não conseguir o seu título de doutorado ou mestrado.

Você que é mestrando(a) ou doutorando(a), frequentemente se sente cobrado ou cobrada a publicar artigos científicos e não entende o porquê disso? Continue lendo esse post, onde vou te mostrar todos os lados desse mercado de publicação.

 

1. O que é e como escrever um artigo científico?

Um artigo científico é um tipo de texto acadêmico onde você irá escrever o que foi feito na sua pesquisa.

Para isso, é preciso ter um título, que dará ao leitor o entendimento sobre de que o seu artigo se trata.

Depois é preciso escrever quais foram as pessoas que fizeram parte dessa pesquisa.

A próxima seção que deve ser escrita é o resumo. O ideal é escrever o resumo depois que finalizar o artigo, pois você terá uma visão ampla do trabalho.

No resumo é preciso escrever uma breve introdução apresentando o problema que a pesquisa resolve, depois qual foi o objetivo geral do trabalho, quais métodos usou, os principais resultados e a conclusão que na verdade é uma resposta ao objetivo.

A próxima seção do artigo é a introdução, que deve ser entre uma e duas páginas. Nesta seção você deve descrever qual é o problema que a sua pesquisa resolve e o impacto que ele tem. Por que esse problema precisa ser estudado? O que falta de estudos nessa área? Qual o propósito da sua pesquisa? Finalize a introdução com o objetivo, ou seja, qual a pretensão em realizar essa pesquisa.

A próxima seção é a metodologia onde é preciso descrever exatamente tudo que foi feito para alcançar os resultados da pesquisa.

Se a revista permitir, escreva a seção de resultados e discussão de forma conjunta, não esqueça de comparar o seu resultado com outros estudos.

Por fim, escreva a conclusão, que não precisa ser longa e deve conter uma resposta ao objetivo e perspectivas do trabalho.

Na sequência vem referências, agradecimentos, onde você agradece as agências de fomento e/ou pesquisadores que ajudaram no projeto, mas que foi uma ajuda que não justificou ele entrar como autor, por exemplo, quando apenas emprestou o equipamento e não ajudou na escrita do artigo.

Algumas revistas pedem a seção de contribuições dos autores, onde é necessário escrever as iniciais de cada autor e exatamente o que ele fez no artigo.

Essa é uma excelente forma de justificar o número de autores no trabalho. Ou seja, só deve entrar, quem realmente ajudou.


2. Como definir a sequência de autores?

Aqui vou abrir um parêntese para compartilhar algo interessante que aconteceu comigo, para que você entenda a minha opinião sobre esse ponto.

Como você deve saber, eu fiz um ano do meu doutorado nos Estados Unidos e lá eu aprendi com o meu supervisor, que a ordem dos autores deve ser definida pela ordem de quem mais escreveu no texto.

Para você ter uma ideia, a gente contava o número de palavras que cada autor tinha escrito para definir quem seria o autor principal.

Eu acho essa forma fantástica, simplesmente porque é uma estratégia justa e correta. A gente aprende nas disciplinas de metodologia científica na pós-graduação, que só deve entrar no artigo, quem ajudou no processo de escrita.

Infelizmente, aqui no Brasil, não é feito exatamente dessa forma. Normalmente quem define a autoria do artigo e em que ordem os autores serão alocados, é o orientador. O que nem sempre é justo, pois acontece de pessoas que não ajudaram efetivamente na escrita do trabalho, entrarem como autor. Fecha parêntese.

Outra dúvida comum dos alunos é se a posição de primeiro autor, pode ser compartilhada por um segundo e quiçá um terceiro autor que igualmente colaborou no processo de escrita.

Pode sim, para tal, você coloca um asterisco no nome desses autores e escreve a seguinte sentença: ” *These authors contributed equally to this work.”


3. Quantas páginas deve ter um artigo?

Se esse é o primeiro artigo que você vai escrever, pode ficar pensando… quantas páginas um artigo deve ter?

Meus alunos sempre me perguntam isso.

Não existe um número limite de páginas.

Tradicionalmente os artigos são bem sucintos e diretos, ou seja, contam a história que deve ser dita e acabou.

Quando a revista diagrama o seu artigo, aquele manuscrito que tinha por exemplo, 35 páginas, só fica com 17.

Porque eles colocam no formato, usam fonte de letra menor e etc.

Agora uma coisa que é preciso ficar atento(a) é nas normas da revista… cada revista tem uma norma específica e alguns periódicos (=revista) limitam o número de páginas do artigo, por isso, nunca escreva, sem olhar as intruções da revista que pretende submeter, para já fazer tudo nas normas e não ter dor de cabeça e trabalho dobrado depois.


4. Por que publicar um artigo científico?

Se você é aquele(a) aluno(a) que já está mega cansado(a), com tudo dando errado, pensando em desistir, com certeza se faz essa pergunta todo dia.

Primeiro eu digo: força na peruca, pede ajuda aos universitários e vamos lá, juntos somos mais fortes. Aguente firme que jajá passa, no final dá tudo certo e só sobram as boas recordações.

Agora respondendo a pergunta: Se você não publicar a sua pesquisa, que tanto deu trabalho para ser executada, dificilmente alguém saberá que esse estudo foi feito.

Consequentemente ninguém usará a sua descoberta como base para futuras pesquisas e assim você não terá contribuído para construção de conhecimento que gera produtos para a sociedade.

Percebe a importância que o seu estudo tem?

O conhecimento científico é como se fosse um quebra-cabeça, você junta uma peça dali, outra daqui e chega a um produto diferente.

Imagine o que seria de nós, se os pesquisadores não trabalhassem incansavelmente pelo desenvolvimento de vacinas que garantem a nossa sobrevivência?

Estaríamos mortos.

E sempre tem artigo novo sobre algum tipo de vacina.

Esse é o lado bonito de publicar um artigo, disseminar as descobertas científicas.

Mas tem o outro lado…

Aqui no Brasil, você só defende o doutorado, se tiver artigo publicado. Essa não é uma realidade em todos os países do mundo.

E quando essa exigência existe, não há a métrica do qualis, que é uma medida inventada pelo Brasil, mas que facilmente poderia ser resolvida pelo fator de impacto, como se faz no resto do mundo.


5. Por que os professores precisam que os seus alunos publiquem?

Além da contribuição para a ciência e obrigatoriedade pelo programa de pós-graduação, seu (sua) orientador(a), fica toda hora te cobrando o artigo. E sabe por quê?

Porque ele só orienta no programa de pós-graduação e aprova projetos de pesquisa para arrecadar fundos e manter o grupo de pesquisa se mantiver a produtividade, que é medida atualmente pelo número de artigos que ele tem com o aluno.

Antigamente a métrica era baseada em número de publicações, foi aí que cresceram as parcerias entre os diferentes grupos de pesquisas e instituições e o aluno nem sempre era lembrado nos artigos.

Além disso, o programa só sobe de conceito/nota na CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), se tiver alta produtividade e internacionalização (quando há intercâmbio entre alunos de diversos países).

Quanto maior a nota do programa, mais recurso ele recebe para investir em pesquisa.

Percebe como esse é um círculo vicioso e que cada um de nós é uma pedra nesse dominó?

No final das contas, todos precisam uns dos outros, por isso a relação poderia ser mais saudável. Ao invés de ser tão baseada em cobrança, que só adoece e desestimula o aluno. E isso muitas vezes acontece, porque o aluno não entende as razões que estão envolvidas naquela cobrança absurda e na importância de publicar o seu trabalho.

Claro que quanto mais publicação você tiver, isso pode aumentar as suas chances em futuras oportunidades em um concurso, por exemplo, mas não é só isso.

Antes do seu currículo ser avaliado, é preciso passar em uma prova escrita … se você tiver muitos artigos, talvez nem todos sejam pontuados, a depender do barema, ou talvez nem chegue na etapa de análise de currículo.

Por isso, é preciso entender como o sistema funciona e traçar suas próprias estratégias. Dessa forma, você consegue caminhar menos estressado(a) e mais consciente nesse meio da pós-graduação.


6. Por que publicar artigos em inglês?

Grande parte das revistas de maior fator de impacto, ou seja, aquelas que são mais citadas e de maior renome são internacionais.

Os melhores resultados da ciência são publicados nessas revistas.

Porque a língua internacional da ciência é inglês.

Por isso que existe essa pressão para que se publique em inglês.

Inclusive muitas revistas brasileiras já estão incentivando a publicação em inglês dos artigos científicos, como uma forma de aumentar a visibilidade dos trabalhos publicados aqui.


7. Qual o lado negativo das publicações?

Mas visibilidade para quem?

O fato dos artigos serem publicados em inglês limita o público de leitores.

Para a gente ter ideia, muitos pesquisadores tem dificuldade com a língua, imagine se um leigo, como nossos pais ou avós, irão ter acesso a esses trabalhos?

Dificilmente esses trabalhos são de acesso da população. Até porque em muitos casos são publicados e mantidos em bases de dados pagas que limitam o acesso.

Sem contar que alguns desses artigos, para não dizer a maioria, são publicados em revistas que cobram valores altíssimos.

Por isso que logo no início desse post, chamei essa prática de mercado de publicações, onde só as grandes editoras ganham.

Pois os autores pagam para publicar, esse dinheiro pode vir de projetos ou do bolso dos pesquisadores.

Os avaliadores (também chamados de revisores ou referees) são voluntários, que não recebem nada por isso. Apenas um e-mail de agradecimento que serve de comprovante que você atuou como revisor(a) e que pode ser pontuado no currículo.

Essa prática de pagar para publicar limita grupos de pesquisa pequenos com poucos recursos.


Resumindo…

Execute sua pesquisa, publique o trabalho na melhor revista que você conseguir. Faça isso dentro de um planejamento próprio, saiba quantos artigos você precisa para atingir os seus objetivos e trace uma estratégia.

Lembre-se que o processo de uma publicação é demorado, então é importante estabelecer parcerias, inclusive com seus colegas da pós-graduação, para fazer isso fluir de forma mais rápida e efetiva.

Usufrua de tudo que você puder na pós-graduação, que por mais que seja um momento difícil, ele não volta.

Ignore o que for de negativo e plante todos os frutos que você precisa colher no futuro.

E lembre-se, estou sempre aqui para ajudar na escrita dos seus artigos =)


Repost de Blog.SejaPhD.com | Dra. paula Menezes | http://blog.sejaphd.com/por-que-publicar-um-artigo-cientifico/

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Biblioteca da Esalq: eu recomendo!



Meu primeiro contato com a Biblioteca da ESALQ ocorreu há mais de meio século, no longínquo ano de 1958 quando estudante do segundo ano do Curso de Agronomia. Naquela época a Biblioteca ocupava grande parte do segundo andar do Prédio Principal e estava organizada em dois ambientes: a sala de leitura e o depósito do acervo. Entre esses dois ambientes um sisudo Sr. Arruda, o auxiliar de bibliotecário que atendia os raros alunos consulentes, passando-lhes uma ficha para ser preenchida com os dados da obra solicitada. 

Meio deslumbrado e um tanto embasbacado nessa primeira vez que adentrava uma biblioteca e biblioteca da USP, pergunto:

_O que faço com essa papeleta? A resposta veio rápida e em tom de advertência: 

_lsso não é papeleta! É uma Requisição de Material Bibliográfico! O senhor vai até aqueles fichários e lá procura as informações sobre a obra que está procurando, preenche a requisição e depois a entrega-me de volta, entendeu?

_Sim senhor! Respondi, meio gaguejante.

A partir daí o deslumbramento inicial foi desvanecendo a medida que remexia as pequenas fichas com nomes dos autores, títulos das obras, algumas outras informações e uns tantos números cuja utilidade não tinha a menor ideia. Encontrado o livro, preenchida a tal Requisição, voltamos ao bibliotecário sisudo que, aliás, tinha um insólito apelido: "Dezóito". Tirando os olhos do jornal e me olhando por cima do aro dos óculos, pegou a requisição, conferiu o preenchimento e depositou-a numa caixa sobre a mesa, dizendo: 

_O senhor pode passar amanhã, nesse mesmo horário, pegar o livro para consultá-lo aqui na sala de leitura. Material bibliográfico do acervo só sai da biblioteca com requisição assinada por professor catedrático, entendeu? 

_Sim senhor, entendi! Boa tarde. 

Desci a majestosa escadaria em mármore fazendo a mim mesmo uma solene promessa de nunca mais voltar à biblioteca da ESALQ durante todo o restante do curso. 

Relembrando esse fato, hoje sinto imensa satisfação ao entrar na Biblioteca Central da ESALQ e bem perceber as gigantescas mudanças ocorridas. Mais do que isso, perceber também que a equipe hoje gestora desse complexo instrumento de aquisição do saber acha-se sólida e profundamente preparada para enfrentar os desafios do avançar da modernidade tecnológica e da acelerada mudança nos paradigmas de acesso à informação. Parabéns a toda equipe de dedicados e eficientes funcionários e estagiários da meritória Biblioteca Central da ESALQ.

Eu recomendo!

Prof. Luiz Geraldo Mialhe


Luiz Geraldo Mialhe é Engenheiro Agrônomo, Professor Titular aposentado do Departamento de Engenharia Rural da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", da USP, Piracicaba, São Paulo, é autor dos livros:

  • Mialhe, Luiz Geraldo. Manual de mecanização agrícola. São Paulo: CERES, 1974 301 p. (esgotado);
  • Mialhe, Luiz Geraldo. Máquinas motoras na agricultura. São Paulo, EPU-EDUSP, 2 vol., 1980, 289 e 367 p. (esgotado); 
  • Mialhe, Luiz Geraldo. Máquinas agrícolas; ensaios e certificação. Piracicaba: FEALQ, 1996. 722p. (esgotado);
  • Mialhe, L.G.; Silva, C.G.; Galdino, A.M. Gestão da Manutenção da Malha Viária Municipal. Campinas, Millennium, 2006, 131 p.;
  • Mialhe, Luiz Geraldo. Máquinas agrícolas para plantio. Campinas, Millennium, 2012, 622 p. (no prelo).

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

 


Durante o mês de novembro de 2021, a Divisão de Biblioteca promoverá encontros online para capacitação em "Mendeley" para docentes, alunos e funcionários.

O Mendeley é um gestor de referência gratuito, desenvolvido pela empresa Elsevier, disponibilizado aos usuários para gerenciar, compartilhar, ler, anotar e editar artigos científicos. Auxilia na formatação de trabalhos acadêmicos (citações e referências) de acordo com normas nacionais e internacionais, possuindo mais de 8.000 estilos de referências, incluindo ABNT.

Confira a agenda e faça sua inscrição em bit.ly/inscricao-mendeley

Indicamos também materiais de apoio ao pesquisador:

Ficou com dúvida? Fale conosco: referencia.esalq@usp.br.

Office 365 está disponível para professores e alunos da USP



Você sabia que a Microsoft disponibiliza acesso gratuito ao Office 365 assim como a um drive remoto de 1Tb.

Para ter acesso a esses benefícios, basta efetuar o cadastramento indicando o e-mail da usp (@usp.br) no seguinte site:


Office 365 Education

Lembrando que somente a versão online está disponível gratuitamente.

A versão para download e instalação é paga e por assinatura anual e a Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/USP não possui contrato com a Microsoft para essa versão.

A STI oferece gratuitamente os Aplicativos do Gsuite USP, através da conta de e-mail da USP, tais como, Documentos, Planilhas, Apresentações, Drive entre outros.