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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Quinzena do Perdão da Divisão de Biblioteca


De 13/11/2017 a 24/11/2017, a Divisão de Biblioteca (DIBD) da ESALQ promoverá a "Quinzena do Perdão" com o objetivo de recuperar o material em atraso e conscientizar os usuários da DIBD sobre a importância de cumprir o regulamento.

Os usuários inscritos nas Bibliotecas da ESALQ (Central e LES) poderão trocar sua suspensão por doação de leite, que será encaminhado ao Centro de Apoio à Criança com Câncer (CACC).

Ressalta-se que essa ação social estará aberta a todos que tiverem interesse em participar e realizar a doação desse mantimento.

Acesse o site da DIBD e saiba como participar: https://goo.gl/W2RJNx


Texto: Thais Cristiane Campos de Moraes

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Mesa coletora para descarte correto de resíduos recicláveis



Um dos grandes problemas ambientais é o aumento dos resíduos gerados pelo uso de produtos domésticos e, com ele, o descarte que muitas vezes é feito de forma incorreta.


Para atenuar esta questão, está disponível na Biblioteca Central uma mesa coletora para “descarte correto” dos resíduos recicláveis.

Os interessados podem descartar:
1. Escovas de dente;
2. Tubos de creme dental vazios;
3. Embalagens plásticas ou de papel dos itens acima;
4. Canetas/canetinhas sem condições de uso;
5. Esponjas usadas e secas;
6. Plásticos, metais e vidros;
7. Papéis.

Novos eBooks disponíveis para a USP



  

Mais de 20 mil e-Books da Editora Wiley estão disponíveis nas bibliotecas, salas de aula, laboratórios e até em lanchonetes da USP desde o início de maio de 2017 até abril de 2018. 

Basta estar em qualquer um dos campi da USP e utilizar uma rede autorizada da Universidade. Busque pelo título ou assunto: http://onlinelibrary.wiley.com/ Confira também, em anexo, a lista de novos eBooks da Wiley.

Mas não é só isso. Na verdade, a coleção de e-books da USP totaliza cerca de 400 mil livros eletrônicos (e-books), um acervo eletrônico que é atualizado constantemente. Confira a coleção de eBooks em: http://www.sibi.usp.br/ebooks/, que contempla todas as áreas de conhecimento. 

Os eBooks podem ser acessados e lidos em texto completo por todos os usuários USP (docentes, estudantes e funcionários). A coleção da USP contém e-books assinados pela própria USP, e-books com acesso gratuito e e-books do Portal da CAPES.

Então, vale a pena consultar e explorar esse universo: 
https://goo.gl/49FQaj


Texto: Elisabeth Adriana Dudziak

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Campanha de arrecadação de livros infanto-juvenis




Um conhecido provérbio africano diz que: “é preciso uma aldeia para educar uma criança”.


Por isto, a Divisão de Biblioteca, engajada em práticas sociais que apoiam entidades filantrópicas de nossa cidade, vem convidá-lo para se envolver na Campanha de arrecadação de livros infanto-juvenis (novos ou usados em bom estado de conservação), para serem presenteados às crianças e adolescentes (de 7 a 17 anos) atendidas pelo CACC no próximo dia 12 de outubro, Dia das Crianças.

Queremos apresentar o próprio livro como um brinquedo para colorir e sonhar, como forma de fomentar o gosto pela leitura e trabalhar seus valores e virtudes, aproximando-os, mesmo que de forma incipiente, de narrativas de grande sucesso, ideias sobre descobertas científicas e invenções, além de proporcionar diversão com os álbuns ilustrados, gibis, livros para colorir, etc.

Apoie e participe desta ideia!
Pontos de coleta: Biblioteca Central ou Biblioteca Setorial do LES (Balcões de atendimento).
Prazo: até 09/10/17 (próxima segunda-feira).

Mais informações:
Ligiana Damiano - (19) 3429-4382 ramal 208.
Ronaldo Caprecci - (19) 3429-4311 ramal 209.
Luciane Cipriano - (19) 3429-4467.
_________________
O CACC - Centro de Apoio a Criança com Câncer é uma entidade filantrópica não governamental, localizado em Piracicaba-SP, que atende portadores de neoplasia (câncer) e doenças hematológicas, sem condições financeiras (total/parcial), oferecendo suporte na alimentação, medicação, fraldas, leite, suplementos e complementos alimentares, entre outros, proporcionando melhor qualidade de vida durante o tratamento.
_________________________

Texto: Ligiana Damiano

Capacitação em Mendeley: agenda outubro de 2017




Durante o mês de outubro de 2017, a Divisão de Biblioteca (DIBD) promoverá encontros para capacitação em "Mendeley" para docentes, alunos e funcionários.

O Mendeley é um software gratuito de gerenciamento de referências bibliográficas que permite a importação a partir de pesquisas elaboradas nas mais diversas bases de dados, nacionais e internacionais. Auxilia os usuários na formatação de trabalhos científicos, possuindo mais de 7.000 estilos de referências.

Os interessados devem inscrever-se no site da biblioteca: http://www4.esalq.usp.br/biblioteca/capacitacao .

Informações pelos telefones (19) 3429.4311 r.209, r.208 ou r.214.

Capacitação em EndNote Basic: agenda outubro de 2017




Durante o mês de outubro de 2017, a Divisão de Biblioteca (DIBD) promoverá encontros para capacitação em "EndNote Basic" para docentes, alunos e funcionários.

O EndNote Basic é um software desenvolvido pela empresa Thomson Reuters que auxilia os pesquisadores na formatação de trabalhos acadêmicos de acordo com normas nacionais e internacionais (ABNT, ISO, Vancouver, APA etc.) ou cerca de 2000 estilos bibliográficos de periódicos científicos.

Gerencia citações e referências importadas de bases de dados de acesso aberto ou restrito, tais como: Google Acadêmico; Web of Science; Portal de Busca Integrada; Portal de Periódicos da Capes; Science Direct; SciELO;  JSTOR; PubMed; Cab Abstracts; Biological Abstracts; FSTA; Zoological Records; ECONLIT; Math Sci; MEDLINE; Tropag etc.


Informações pelo e-mail referencia.esalq@usp.br ou pelo telefone (19) 3429.4382 ramal 214.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

X Simpósio dos Pós-Graduandos no CENA/USP




Nos dias 20, 21 e 22 de setembro de 2017 ocorrerá o "X Simpósio Científico dos Pós-Graduandos no CENA - Novos tempos na pesquisa: transformação, liderança e inovação", no Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP), na cidade de Piracicaba-SP.


Inscrições abertas de 19/06 a 19/09, com submissão de trabalhos até a data de 31/08!

As palestras contemplarão temas cruciais para o cotidiano de estudantes e profissionais, relativos a amplos aspectos da pesquisa científica, ética e desenvolvimento pessoal e profissional.

Este evento é destinado a estudantes de graduação, pós-graduação, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas da pesquisa que envolvem Química, Física e Biologia no Ambiente e na Agricultura




Resumo da programação 


PALESTRAS
- Políticas de C&T no Brasil: futuro da pesquisa, pesquisa para o futuro (Prof. Dr. Rafael de Brito Dias - Universidade Estadual de Campinas)
- De onde vem a inovação (Me. Tatiane Godoy Ribeiro - Universidade Estadual de Campinas)
- Antropoentomofagia: Inovação em nutrição humana (Prof. Rossano Linassi Instituto Federal Catarinense)
- Mulheres na Ciência (Profa. Dra. Mariana M. Oliveira Sombrio - Universidade de São Paulo)

Mesa Redonda 1: Mudanças Climáticas
Mediador: Prof. Dr. Luiz Carlos Ruiz Pessenda – Mediador (CENA/USP)
Efeitos de mudanças climáticas do passado na distribuição da biodiversidade: a história evolutiva de algumas aves da Mata Atlântica (Profa. Dra. Cristina Miyaki – Dep. de Genética e Biologia Evolutiva – USP)
A variabilidade paleoclimática e possíveis implicações para a teoria do aquecimento global (Prof. Dr. Francisco William da Cruz Junior - Instituto de Geociências – USP)
É possível conciliar produtividade agrícola e preservação ambiental no Brasil? (Prof. Dr. Luiz Antonio Martinelli – CENA/USP)

Mesa Redonda 2: Discussões sobre Docência no Ensino Superior
Mediador: Prof. Dr. Ricardo Leite Camargo (ESALQ/USP)
O professor universitário em aula, desenvolvimento da autonomia moral e intelectual e relações interpessoais no espaço escolar (Profa. Dra. Taitiany Bonzanini – Dep. Economia, Administração e Sociologia - ESALQ/USP)
Ensinar e aprender no ensino superior: entre a resistência às mudanças e o apego fácil aos modismos (Profa. Dra. Beatriz Salemme Corrêa Cortela – Dep. de Educação - UNESP)
Transtornos psicológicos na vida universitária (Dra. Priscila de Camargo Palma - Dep. Psicologia - USP)

Mesa redonda 3: Inovação e Empreendedorismo na Área Acadêmica
Mediador: Prof. Sergio Marcus Barbosa (ESALQtec – Incubadora Tecnológica – ESALQ/USP)
Inovação e Empreendedorismo: o caso do IFZ na FZEA/USP (Prof. Dr. Celso da Costa Carrer - Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos – USP)
Parceria Empresa-Universidade: Inovando na Área Acadêmica (Prof. Dr. Alexandre de Sene Pinto - Instituição Universitária Moura Lacerda e BUG Agentes Biológicos)
Mulher, Trabalho e Carreira - Liderança e Gestão de Pessoas (Profa. Dra. Heliani Berlato dos Santos - Departamento de Economia, Administração e Sociologia – ESALQ/USP).

Minicurso 1: Delineamento experimental (Prof. Idemauro Lara e Me. Rafael Moral – ESALQ/USP)
Minicurso 2: Dicas para redação de artigos científicos (Prof. Luís Reynaldo Alleoni - ESALQ/USP)
Minicurso 3: Planejamento de Startup (Me. André Nardy - SaintPaul Escola de Negócios


A programação está imperdível! Maiores informações e inscrição pelo site: http://cena.usp.br/apg/

Texto: Victor Wilson Botteon | Presidente da APG-CENA

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

2ª Semana da Escrita Científica da ESALQ arrecadou 989 litros de leite para doação


Lar dos Velhinhos de Piracicaba: Assistente Social Maria Eliana Tognin e Irmã Alice Vaccari

Alimentos foram doados para 4 entidades assistenciais de Piracicaba

Eventos geram oportunidades para praticar solidariedade e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Isso foi o que aconteceu na 2ª Semana da Escrita Científica, realizada na ESALQ de 07 a 11 de agosto de 2017, por meio da ação social Troca Solidária onde alimentos foram trocados por ingressos para participar das atividades acadêmicas.

A ação social arrecadou 989 litros de leite para 4 entidades assistenciais de Piracicaba. A proposta inicial da organização foi de beneficiar apenas uma instituição, mas diante do grande engajamento da comunidade acadêmica nesta ação social, mais 3 instituições puderam ser beneficiadas.  

Os alimentos arrecadados foram doados para o CACC (Centro de Apoio à Criança com Câncer), Lar Betel, Lar dos Velhinhos e CAPVIDA (Casa de Apoio à Vida). Segundo Fernanda Udinal, participante do evento, foi “uma iniciativa social de valor acadêmico!”.

O evento teve a participação de 322 pessoas, perfazendo um total de 1.529 inscrições em 11 palestras e 3 oficinas. 


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Imagens: Ronaldo Caprecci

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Série Produtor Rural completa 20 anos | Caio Albuquerque*


Motivar produtores e trabalhadores rurais para leitura, por meio de textos curtos, ilustrados e de linguagem acessível, com o propósito de estabelecer uma conexão entre a pesquisa e a extensão. 


Essa é a base conceitual da Série Produtor Rural (SPR), publicação editada pela Divisão de Biblioteca da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ) que surgiu em 1997. “A SPR foi criada durante o Projeto Exagri, patrocinado pela Fundação Kellog”, conta Marcia Regina Migliorato Saad, chefe da Biblioteca.

Durante a abertura da 2ª Semana da Escrita Científica da ESALQ, Marcia fez um panorama dos 20 anos da publicação, pontuando o processo evolutivo que levou a série ser uma referência de conteúdo informativo sobre culturas agrícolas e técnicas de manejo não somente não somente para o homem do campo.

“Em 2011, a pedido da FUNAI, a coleção da SPR foi enviada para 7 etnias de comunidades indígenas em  Colíder, o Mato Grosso, próximo às divisas com Pará e Amazonas e, em 2014, enviamos uma coleção completa para Biblioteca Comunitária de Barra Grande, Península do Maraú, BA por solicitação dos assentados na região”.

A partir do nº 14, a SPR começou a ser produzida no Serviço de Produções Gráficas da ESALQ e, desde 2012, passou por uma repaginação gráfica, ganhando novo layout, capa e ilustrações em cores.

Repercussão na mídia – A abrangência de temas, a facilidade de acesso à informação e a qualidade do material levaram a publicação a ganhar espaço na mídia. Em 2013, a SPR foi parar nas ondas do rádio, quando era tema de um quadro do programa Pensando Rural, da Educativa FM, de Piracicaba. Semanalmente, a SPR é destaque no Globo Rural, pois a produção do programa da Rede Globo utiliza a publicação para responder cartas de telespectadores. “Com a ampliação da divulgação, ganhamos grande espaço nos veículos de comunicação em massa e por conta disso recebemos cartas até de dentro de presídios, de pessoas que querem receber a série com intuito de aprender técnicas de manejo rural e quem sabe mudar de rumo na vida”, lembra a chefe da Biblioteca.

Em 2007 a SPR ultrapassou as fronteiras brasileiras e chegou à Europa, quando ocorreu a primeira venda para um leitor na Espanha, mas o campeão de vendas é o nº 33, de 2006, o Manual de Desidratação Solar de Frutas, Ervas e Hortaliças, com cerca de 1.500 exemplares vendidos. “A comercialização, no entanto, não é o mote do projeto e para ampliar o acesso, em 2012 passamos a oferecer download gratuito no site da Divisão de Biblioteca”. Esse processo permitiu, por exemplo, que a Associação Brasileira de Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural passasse a fornecer aos seus associados, os arquivos em PDF da coleção completa da Série Produtor Rural.

Futuro – Em 20 anos, já foram publicados 64 exemplares e o próximo tema será um número especial sobre Orquídeas. Em outubro, a SPR será apresentada em um congresso em Fortaleza/CE, que terá como tema sobre o desempenho das bibliotecas e o cumprimento da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

Para acessar todos os exemplares da Série Produtor Rural clique em www4.esalq.usp.br/biblioteca/publicacoes-a-venda/serie-produtor-rural. 

Seja autor: https://goo.gl/forms/0IJQioYganTCDYCC2

Outras informações pelo e-mail biblioteca.esalq@usp.br .


(*) Jornalista da Divisão de Comunicação da USP/ESALQ - caioalbuquerque@usp.br

terça-feira, 25 de julho de 2017

Algumas considerações antes de escrever trabalhos científicos | Pedro V. Marques

Durante a elaboração do tcc, dissertação, etc., acontece de o aluno, depois de muito trabalho, vir mostrar o que fez ao seu orientador e sair frustrado diante do volume de observações feitas. 




Seguem, portanto, algumas considerações gerais que têm sido úteis nestes anos orientando alunos de graduação e pós:

1. Procure usar a linguagem correta, aquela que você aprendeu no colegial e não a que se que usa hoje no “Whatsapp”. O corretor corrige erros ortográficos, mas fique atento à concordância, expressões dúbias, etc.

2. “Na natureza nada se cria, tudo se transforma” continua válido, mas tome cuidado com o copia e cola comum nesta época em que os alunos vão montando o trabalho a partir do que encontram na internet. Se for copiar o texto, coloque entre aspas e anote o autor, ano de publicação e número da página de onde tirou o texto. Particularmente gosto que o aluno coloque a ideia com suas próprias palavras, citando em seguida o nome do autor de onde tirou o texto. Isto, de um lado reconhece e valoriza a autoria do trabalho e de outro o exime de futuras responsabilidades.

3. Tudo que está no texto tem que ter a possibilidade de ser conferido pelo leitor. Assim, se vai citar uma informação obtida através de conversa, e-mail, etc., use as regras para citação.

4. Reconhece-se um bom texto quando, embora o trabalho possa ser complexo, o texto é auto contido no sentido de oferecer tudo que o leitor precisa para seu entendimento. Isto não acontece por acaso e sempre sugiro aos alunos dividir uma folha em quatro partes, na primeira, escrever o título do trabalho, na segunda parte descrever os objetivos, na terceira parte, a metodologia e na quarta e última parte, os resultados esperados. Antes de começar a elaboração do trabalho, vá se perguntando: será que o título está condizente com os resultados esperados? Será que os objetivos são factíveis, podem ser alcançados com os dados, tempo e recursos que disponho e metodologia que vou usar? O que preciso de dados e o método de análise permitem chegar àquelas conclusões? Durante a revisão sempre se pergunte: este texto que estou citando contribui para entender o trabalho e as conclusões? Importante é lembrar que escrever um trabalho é uma ação contínua que vai sendo refeita à medida que as ideias ficam mais claras, mas o importante é que uma vez pronto o trabalho o que for necessário para seu entendimento esteja contido no mesmo. 

5. Quando colocar figuras, tabelas, gráficos, no texto, conduza a leitura, ressaltando o que acha importante, comparando números, resultados, etc. 

Completando, os alunos não devem se assustar com nosso nível de exigência na coerência e lógica do raciocínio, na exposição das ideias, na clareza do modo de escrever. Isto fará a diferença no ambiente de trabalho quando tiverem que escrever relatórios, projetos, boletins. Neste momento, verão que o esforço não foi em vão e terão seus méritos reconhecidos pela clareza na exposição das ideias.■

(*) Professor Titular do Departamento de Economia, Administração e Sociologia, da ESALQ/USP e Coordenador do PECEGE - pvmarque@usp.br


Dicas para a redação científica | Laura Alves Martirani


A linguagem científica é de natureza argumentativa e não opinativa e pede um sujeito (autor) o mais racional e imparcial possível. Demanda objetividade e clareza. 



Assim como todo bom texto, precisa estar organizada em uma estrutura básica, com começo, meio e fim; ou introdução, desenvolvimento e finalização.

Do mesmo modo que no texto jornalístico, a redação científica também precisa responder às perguntas básicas da comunicação, os famosos “Qs” do lead jornalístico: o quê, quem, quando, em que lugar, por que, de que modo (como); podendo-se ainda acrescentar, em alguns casos, o quanto e o para quê. O que significa explicitar, delimitar, justificar e contextualizar.

A linguagem deve ser direta, empregando-se a sequência sujeito, verbo e predicado. É também recomendável trabalhar um assunto por parágrafo, evitar períodos longos, com mais de três linhas e cuidar da concordância verbal. 
Como dica geral recomenda-se aplicar a regra do menos é mais, quanto menos palavras usar para dizer uma coisa, melhor será.

Em trabalhos científicos, de modo diferente nos textos de tipo literário ou  poético,  é necessário evitar o emprego de termos e expressões ambíguas,  que possam denotar mais de um significado, diz-se também expressões abertas. A linguagem científica pede objetividade e precisão, é uma linguagem fechada. Assim sendo, na redação científica, é necessário definir bem o significado dos termos empregados, especialmente os conceitos de interesse estratégico e que tenham maior destaque. 

De modo geral, recomenda-se ser cauteloso nas afirmações, evitar exageros e generalizações de senso comum e estar consciente da possibilidade de erro, ou seja, considerar o contraditório. Deve-se, também, adotar uma postura ética, honesta e responsável. 

Por fim, é preciso ter em mente que a consistência do texto está diretamente relacionada à consistência da pesquisa, à coerência dos métodos, à validade dos resultados, importância do trabalho e qualidade da análise.■

(*) Professora Associada, Departamento de Economia, Administração e Sociologia, da ESALQ/USP – e-mail: lauramar@usp.br


Pressão por resultados: até que ponto ela é positiva? | Luciana Christante de Mello

O sistema acadêmico pressiona cada vez mais os pesquisadores para produzir trabalhos de impacto, o que quase sempre é medido por meio da publicação de artigos científicos em periódicos de alto fator de impacto. 

Cada vez mais criticada, tal pressão tem feito vir à tona um número crescente de casos de má-conduta com os quais os publishers, as universidades e as agências de fomento têm de lidar. 

Disseminar as boas práticas de publicação, que raramente são ensinadas na pós-gradução brasileira, não ajuda apenas a formar bons autores, mas também a cultivar neles os princípios éticos e o espírito crítico que são tão caros à ciência.■

(*) Editora de aquisições e desenvolvimento do BioMed Central/Springer Nature para América Latina - e-mail: luciana.christantedemello@springer.com

segunda-feira, 24 de julho de 2017

ORCiD: Impulsione a visibilidade e o reconhecimento de suas pesquisas e publicações | Elisabeth Adriana Dudziak


À medida que a Ciência se torna cada vez mais complexa, aumentam também os desafios em relação à correta identificação do pesquisador, inventor, escritor, produtor, etc, sua afiliação, seus dados e publicações. São tantos nomes parecidos e suas variações, nomes abreviados, por extenso, homônimos, nomes escritos com erros de grafia. Com milhares de artigos publicados a cada dia, a atribuição correta de autoria se torna essencial para a visibilidade e reconhecimento de seus trabalhos. 


É   por isso que entidades normativas, editores, universidades e agências de financiamento estão cada vez mais preocupadas em identificar corretamente os pesquisadores e suas atividades. Nesse contexto, em 2010 foi criado o ORCiD (Open Researcher and Contributor iD - em português - ID Aberto de Pesquisador e Contribuidor), por essas mesmas entidades. 

O ORCiD é um registro definido por um código alfanumérico não proprietário gratuito e internacional que identifica exclusivamente cientistas e autores acadêmicos, que distingue um acadêmico/pesquisador de outro. Resolve o problema da ambiguidade e semelhança de autores e indivíduos, substituindo as variações de nome por um único código numérico, algo como “0000-0002-0123-208X.”. 
Hoje, há uma série de identificadores internacionalmente reconhecidos que carregam consigo vantagens e limitações: ResearcherID, ScopusID, GoogleID, LattesID, o próprio ORCiD. O que, então, distingue o identificador ORCiD dos demais? 

Mantido pela organização internacional sem fins lucrativos de mesmo nome, o ORCiD não é apenas mais um identificador dentre tantos, pois ele integra os demais identificadores já consagrados como o ResearcherID, ScopusID. Integra também os fluxos das atividades científicas, desde a submissão de manuscritos até a publicação de artigos, pois suporta ligações entre o pesquisador, suas atividades profissionais e publicações, entre editores, agências de financiamento e universidades. As vantagens são grandes.

As bases de dados Web of Science (Thomson Reuters) e Scopus (Elsevier) já estão integradas ao sistema ORCID. Basta que você autorize a troca de dados no seu perfil. Grupos editoriais internacionais (Springer-Nature, PNAS, Emerald, Elsevier, Wiley, PLOS, IEEE, etc) já utilizam o ORCID em seus processos de submissão e publicação de artigos. Agências de Fomento (National Institutes of Health – NIH, Research Councils – UK, European Commission, Wellcome Trust, FCT, etc) já adotam (ou estão em vias de adotar) o ORCID iD do pesquisador na análise e concessão de auxílios à pesquisa.

O Currículo Lattes (CNPq) já utiliza o ORCID iD na identificação dos pesquisadores. Universidades, associações e institutos de pesquisa já adotam o ORCID iD (ASTM, Crossref, Datacite, Duke Univ., Harvard Univ., OCLC, Stanford Univ., Unicamp, Unesp, etc.) O identificador de artigos DOI (Digital Object Identifier) já está integrado ao ORCID iD. Essa integração garante a automática atualização de publicações no perfil do pesquisador que possui ORCiD.

O ORCiD fornece também atualizações automáticas toda vez que um artigo ou trabalho de sua autoria é publicado, e toda vez que um novo financiamento lhe é atribuído. Permite também importar suas publicações do Google Acadêmico.

Totalmente gratuito, o ORCID também viabiliza um registro móvel dos vínculos empregatícios dos pesquisadores, facilitando a gestão das atividades acadêmicas e de pesquisa. É projetado para ser um identificador ao longo da carreira. Por esse motivo, nenhuma informação que pode mudar ao longo da vida profissional de uma pessoas está embutida no iD, por exemplo, país, instituição, área de estudo. Usando um ORCID iD, os pesquisadores são facilmente e corretamente conectados com suas atividades, resultados de pesquisa, publicações,  vínculos empregatícios – instituições às quais estão afiliados – e financiamentos. 

Como o perfil (profile) ORCiD fica visível e acessível a todos, potencializa a visibilidade do pesquisador, o reconhecimento e a repercussão de suas publicações, além de viabilizar o contato com redes nacionais e internacionais de pesquisadores. 

Em setembro de 2016, a Universidade de São Paulo (USP) afiliou-se à ORCID e, dessa forma, viabilizou a coleta, conexão e validação institucional dos registros ORCiD de seus pesquisadores, o que facilita o registro, a recuperação e a validação de dados tanto pelo pesquisador quanto pela própria Universidade.

Para criar seu ORCiD autenticado USP ou conectar seu ORCiD à Universidade, siga o fluxo apresentado em www.sibi.usp.br/orcid.  

Quer saber mais sobre isso? Consulte tutoriais e as FAQs disponíveis no Portal do Sistema de Bibliotecas da USP: http://www.bibliotecas.usp.br Consulte sua Biblioteca. Faça parte dessa iniciativa.

(*) Chefe da Divisão de Desenvolvimento do Departamento Técnico do Sistema Integrados de Bibliotecas da USP - E-mail: atendimento@sibi.usp.br


7 super dicas para melhorar seus artigos! | Luís Reynaldo Ferracciú Alleoni



A redação científica deve ser clara, sucinta e objetiva. O autor deve ir direto ao assunto!!! Procure basear seu texto no formato: sujeito-verbo-predicado; começo-meio-fim. Passe sua mensagem com o menor número possível de palavras.


  1. Procure escolher a revista correta para envio do seu artigo. Veja se o conteúdo está adequado para o escopo e o padrão de exigência da revista. Embora não seja o único indicativo de qualidade de uma revista, o fator de impacto reflete, de forma geral, o reconhecimento da comunidade científica ao periódico.
  2. Capriche no título do artigo. Um bom título atrai um maior número de leitores.
  3. A parte inicial do "Resumo" deve conter a importância do assunto e os objetivos dos autores. Na sequência, destaque os métodos utilizados e apresente os resultados, com realce para os mais originais e de maior importância.  
  4. Na "Introdução", mostre o estado atual da arte do assunto e destaque o que seu artigo vai contribuir para aumentar o nível de conhecimento no referido assunto. Não se esqueça de listar suas hipóteses. 
  5. Seja bem claro nas explicações dos materiais e métodos que utilizou. Explique os motivos de todas as escolhas que fez.
  6. O item "Resultados e Discussão" é o coração do artigo. Não repita no texto as informações que podem ser facilmente visualizadas em tabelas e figuras. Nesse item, o mais importante é explicar as causas dos resultados obtidos e confrontar com referências bibliográficas publicadas em revistas com política editorial seletiva. Discuta as relações causa-efeito. Por que seus resultados foram semelhantes aos de alguns autores? Por que foram diferentes de outros?
  7. Apresente suas conclusões com base nas hipóteses e nos objetivos. Uma dica é que seja igual o número de hipóteses, de objetivos e de conclusões.■

(*) Professor Titular do Departamento de Ciência do Solo da USP/ESALQ - E-mail: alleoni@usp.br



http://www.esalq.usp.br/biblioteca/semana-da-escrita-cientifica-2017/


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Como gerar artigos de qualidade | Paulo César Sentelhas



Trabalhos bem redigidos possibilitam aos revisores terem um melhor entendimento do estudo, o que aumenta a chance desses trabalhos serem aceitos. 


A publicação de artigos de alta qualidade vem sendo, cada vez mais, um fator preponderante na avaliação dos pesquisadores e das universidades/instituições de pesquisa. Uma das formas de se avaliar a qualidade de um artigo é por meio do fator de impacto da revista em que o mesmo é publicado, já que quanto maior for esse fator, mais severos serão os critérios de avaliação dos artigos, dada a grande concorrência para se publicar nessas revistas. 

Uma boa métrica do rigor das revistas científicas é expressa pela relação entre manuscritos rejeitados e manuscritos submetidos. Normalmente, nas revistas de maior impacto essa relação atinge valores superiores a 80%, o que mostra que somente os artigos de alta qualidade conseguem ser efetivamente publicados. Um primeiro aspecto a ser considerado é que nem sempre um artigo resultante de um projeto bem conduzido e de um manuscrito bem escrito é sinônimo de um artigo de alta qualidade ou de impacto. 

Assim, os artigos de alta qualidade e, portanto, de alto impacto são aqueles que abordam assuntos que sejam de interesse da comunidade científica da área específica, o que aumenta as possibilidades dos mesmos serem citados em outros artigos. Temas de cunho local ou regional, com abrangência limitada e com resultados oriundos de experimentos de campo conduzidos em apenas um local ou ano e, portanto, com ausência de variabilidade, normalmente são mais adequados a revistas regionais, sendo muitas vezes rejeitados até mesmo nessas. Por outro lado, estudos que envolvam temas de cunho mais abrangente do ponto de vista geográfico, com inovações metodológicas e com grande abrangência de dados, são aqueles que poderão resultar em trabalhos de melhor qualidade e maior impacto. 

Apesar disso, outro componente de extrema importância na geração de artigos de alta qualidade é a redação. Trabalhos bem redigidos possibilitam aos revisores terem um melhor entendimento do estudo, o que aumenta a chance desses trabalhos serem aceitos. Trabalhos confusos, com omissão de informações/dados e sem uma lógica clara de apresentação, dificultam o entendimento e mascaram a qualidade dos dados. Ainda com relação à redação, a publicação de trabalhos na língua universal da ciência, o inglês, é fundamental para que os trabalhos sejam mundialmente conhecidos, aumentando substancialmente as chances dos mesmos serem citados. 

Nesse ponto, a revisão por especialista nessa língua é fundamental, pois a simples tradução não é suficiente para que a estrutura do texto seja compreensível. Muitos bons artigos são rejeitados pelo simples fato de serem mal escritos. A palestra, intitulada “Publicações científicas de alto impacto – Como gerar artigos de qualidade” abordará esses aspectos, mostrando de forma clara como redigir artigos que contemplem qualidade numa redação objetiva. Aspectos relativos ao planejamento de um artigo, redação de seus principais tópicos, e plágio e auto-plágio também serão abordados, auxiliando os ouvintes a entender como deve ser a redação de um artigo de alto impacto. 

Ao final, espera-se que os ouvintes estejam aptos a gerar artigos de qualidade sejam eles de abrangência local, regional ou global, aumentando assim as possibilidades de aceite em revistas científicas de diferentes níveis, mas principalmente naquelas com fator de impacto mais elevado.■

(*) Professor Associado do Departamento de Engenharia de Biossistemas  da USP/ESALQ e Editor-Chefe da revista Scientia Agricola, ESALQ/USP - E-mail: pcsentel.esalq@usp.br